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Ecoansiedade: quando a preocupação com o planeta vira preocupação excessiva

Atualizado: 21 de nov. de 2025

Nos últimos anos, um termo tem ganhado força no campo da saúde mental: ecoansiedade. Ela descreve o conjunto de emoções, como preocupação intensa, tristeza, medo, impotência e até culpa, diante das mudanças climáticas e das notícias sobre o futuro do planeta.

O tema ganhou destaque novamente por causa de debates internacionais como o encontro em Belém do Pará, que evidenciam a urgência das mudanças climáticas e o impacto emocional que elas estão causando na população.

Mas, afinal, por que tantas pessoas estão se sentindo angustiadas quando pensam no futuro do planeta?

A resposta é simples e profunda ao mesmo tempo: quando o mundo lá fora parece instável, dentro da gente também balança.




Mas afinal, o que é ecoansiedade?


Ecoansiedade não é frescura. Não é exagero. E não é um “drama coletivo”.


Ecoansiedade é um termo usado para descrever a ansiedade, o medo e a preocupação persistente em relação ao futuro do planeta, especialmente diante das mudanças climáticas, desastres ambientais, poluição e perda de biodiversidade.


Não é uma doença mental, mas uma resposta emocional legítima a um cenário real que desperta insegurança, "que planeta estamos deixando para nossos filhos e netos?"


É o corpo dizendo: “Algo não está bem. Eu preciso me sentir seguro.”


Por que a ecoansiedade está crescendo agora?


Alguns fatores contribuem para isso:


1. Excesso de informações alarmantes

Vivemos conectados e recebemos diariamente notícias sobre queimadas, enchentes, secas, recordes de calor e desmatamento. O alerta constante cria a sensação de que o perigo é iminente.


2. Sensação de impotência


Como se cada pessoa fosse pequena demais diante de problemas gigantescos. Essa percepção aumenta a angústia e reduz a motivação para agir.


3. Incerteza sobre o futuro


Quando não sabemos como será o mundo em 10 ou 20 anos, nossa mente preenche o vazio com cenários negativos.


4. Empatia e responsabilidade


Pessoas com maior sensibilidade, consciência social e senso de cuidado tendem a sentir mais profundamente o impacto emocional dos temas ambientais.


Sintomas mais comuns da ecoansiedade


A ecoansiedade pode aparecer de várias formas:


  • preocupação constante com o futuro do planeta

  • pensamentos catastróficos (“não vai ter água”, “meus filhos não terão futuro seguro”)

  • sensação de impotência ou culpa

  • tensão muscular

  • dificuldade de relaxar ao ler notícias ambientais

  • insônia ou sono leve

  • irritabilidade

  • sensação de urgência ou descontrole


Ela pode também se somar aos quadros já existentes de ansiedade, o que intensifica os sintomas.


 Ecoansiedade também fala sobre valores


É importante lembrar: sentir ecoansiedade não significa fraqueza, mas sensibilidade.


Mostra que você valoriza a vida, o equilíbrio, o futuro e se importa com o que está ao seu redor.

A questão não é “deixar de sentir”, mas aprender a transformar a preocupação em ação equilibrada.


Como lidar com a ecoansiedade de forma saudável


1. Limite o consumo de notícias

Informação é importante, mas excesso vira gatilho. Estabeleça horários específicos para se atualizar, sem entrar em ciclos de rolagem infinita.


2. Conecte-se com a natureza, não só com a notícia sobre ela


Caminhar ao ar livre, tocar a terra, cuidar de plantas ou simplesmente sentir o vento ajuda a restaurar a sensação de presença e segurança.


3. Transforme preocupação em ação possível


Você não precisa salvar o planeta sozinha. Mas ações pequenas, como reduzir desperdício, apoiar projetos ambientais, reutilizar, plantar, economizar água, criam sensação de propósito e pertencimento.


4. Converse sobre o que sente

Trocar experiências humaniza o medo e diminui o peso emocional. Não precisa carregar tudo em silêncio.


5. Cuide da sua saúde emocional


Técnicas de respiração, prática de mindfulness, autocuidado e terapia ajudam a criar espaço interno para lidar com emoções difíceis.


6. Reconheça seus limites


É impossível estar emocionalmente disponível o tempo todo. Permita-se descansar, desligar, recarregar.


A ecoansiedade é um sinal não um inimigo


Ela não está dizendo que você está “desesperada”.


Está dizendo que você está conectada, consciente, desperta.


Mas, como qualquer sinal, ela precisa ser acolhida para não se transformar em sofrimento.


Quando você aprende a ouvir suas emoções e a agir com presença, a ansiedade deixa de ser inimiga e volta a ser aquilo que ela é na essência:um pedido de cuidado.


Ecoansiedade é, no fundo, um chamado: um convite para cuidarmos de nós e do mundo ao mesmo tempo. Para reencontrarmos equilíbrio, responsabilidade e calma.


Um grande abraço

 
 
 

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Com Debora Schmitt de Almeida – CRP 08/22277
Psicóloga com mais de 10 anos de experiência, ajudando adultos a reencontrarem equilíbrio emocional, clareza nas decisões e leveza nas relações.

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