A pressão autoimposta: como expectativas internas alimentam sua ansiedade
- Debora Almeida
- 26 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Algumas vezes a ansiedade não vêm do mundo externo.
Vêm de dentro.
Daquela voz silenciosa que diz: “eu deveria dar conta”, “eu preciso ser forte”, “não posso falhar”.
Essa pressão autoimposta é um dos grandes combustíveis da ansiedade em mulheres, especialmente aquelas que passaram a vida equilibrando família, trabalho, relacionamentos e expectativas alheias.

O que é pressão autoimposta?
É quando você mesma cria regras rígidas sobre como deve ser, agir ou sentir. São padrões internos tão fortes que, mesmo sem perceber, guiam suas escolhas, aumentam sua autocobrança e drenam sua energia emocional.
Como essa pressão afeta a ansiedade?
você se cobra mais do que gostaria;
se culpa por qualquer erro mínimo;
vive com a sensação de “não ser suficiente”;
tem dificuldade em descansar sem se sentir improdutiva;
sente um aperto no peito quando algo sai do esperado.
A mente fica sempre no modo “alerta”, como se falhar fosse uma ameaça.
Por que isso acontece?
Porque crescemos ouvindo que precisamos dar conta de tudo e de salto alto! Que precisamos ser fortes. Que não podemos decepcionar. E, às vezes, porque carregamos antigas histórias de exigência familiar ou profissional.
Como aliviar essa pressão?
Questione a origem das expectativas: elas vêm de você… ou de alguém que você tenta agradar há anos?
Permita-se falhar: falhar é humano, não um fracasso pessoal.
Flexibilize padrões: às vezes, “bom o suficiente” já é mais do que suficiente.
Pratique a autocompaixão: trate-se como trataria alguém que ama.
Busque apoio terapêutico: a terapia ajuda a ressignificar crenças antigas e construir um novo diálogo interno.
A vida fica mais leve quando a gente tira peso de si mesma.
E com menos peso, a ansiedade tem menos espaço para crescer.
Um grande abraço



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