Transtorno de Ansiedade Generalizada: quando a ansiedade deixa de ser só um aviso
- Debora Almeida
- 14 de out. de 2025
- 2 min de leitura
A ansiedade é uma reação natural do corpo: nos alerta, mobiliza energia e nos prepara para enfrentar desafios. Mas quando a preocupação se torna constante, desproporcional e começa a interferir no dia a dia, pode estar se tornando um transtorno que merece atenção e tratamento.

O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) caracteriza-se por uma preocupação excessiva e persistente sobre diversos aspectos da vida (trabalho, relações, saúde, dinheiro) que ocorre na maior parte dos dias e por um período prolongado.
As preocupações são difíceis de controlar e costumam vir acompanhadas de sintomas físicos e cognitivos que desgastam a pessoa.
Como diferenciar ansiedade ‘normal’ de um transtorno?
Duração: a ansiedade comum é transitória; no TAG a preocupação costuma durar meses.
Intensidade e controle: no TAG os pensamentos ansiosos vêm com frequência, são difíceis de controlar e dominam o raciocínio.
Impacto: quando a ansiedade prejudica sono, trabalho, relacionamentos ou bem-estar, causando prejuízos, ela deixou de ser apenas uma resposta adaptativa.
Sinais e sintomas frequentes
Pessoas com TAG costumam relatar:
Preocupação excessiva e difusa sobre vários temas;
Dificuldade para controlar a preocupação;
Sintomas físicos: tensão muscular, cansaço, alterações do sono, tensão ou dores;
Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração, sensação de mente ‘vazia’ ou inquietação;
Irritabilidade e sensação de estar “no limite”.
Por que a ansiedade vira transtorno?
Não existe uma única causa. Fatores genéticos, traços de personalidade, aprendizagens precoces, eventos de vida estressantes e padrões cognitivos (como ruminação e superestimação de riscos) podem contribuir. Com o tempo, a preocupação constante altera a forma como a pessoa percebe e reage ao mundo, instalando ciclos que mantêm o sofrimento.
O que ajuda
Terapia psicológica: a psicoterapia pode oferecer um espaço de acolhimento para as preocupações, ajudando a dar sentido ao que está sendo vivido. No processo, a pessoa é estimulada a se comprometer com estratégias que favoreçam o autoconhecimento, a resignificação dos gatilhos emocionais e a redução dos sintomas. Abordagens como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) são bem fundamentadas cientificamente e oferecem caminhos eficazes para lidar com o TAG.
Medicação: em alguns casos, o uso de medicamentos ajudam a reduzir sintomas, sempre com avaliação e acompanhamento médico, e possibilitam maior sucesso do processo de elaboração dos gatilhos e na aquisição de estratégias comportamentais de gerenciamento da ansiedade.
Autocuidado e estilo de vida: sono regular, movimento físico, rotina de alimentação, redução de cafeína/álcool e práticas de atenção plena contribuem para a melhora.
Quando procurar ajuda?
Procure apoio profissional se:
A preocupação ocorre na maior parte dos dias por semanas/meses;
Você sente que não consegue controlar os pensamentos;
A ansiedade atrapalha trabalho, sono, relações ou atividades cotidianas;
Surgem pensamentos de piora acentuada ou de autolesão (procure ajuda imediata).
Se você se identificou com parte do texto, lembre-se: pedir ajuda é um ato de coragem. O tratamento pode reduzir muito o sofrimento e devolver qualidade de vida. Se quiser, procure um psicólogo/psiquiatra de confiança. Você é sua maior responsabilidade.
Um grande abraço



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